Merck Sharp & Dohme - Portugal
MSD Portugal Publicacoes MSD
Pesquisa
IntroduçãoAjuda


Imprimir Enviar Artigo

Compressão e expansão do ar


As alterações de volume do ar dentro do corpo também podem provocar problemas médicos. À medida que a pressão aumenta, o ar comprime-se num espaço menor (ou seja, diminui o seu volume). Quando a pressão diminui, pelo contrário, o ar expande-se (o seu volume aumenta). Por exemplo, quando a pressão duplica (como quando se mergulha desde a superfície até uma profundidade de 10 m), o volume de ar reduz-se a metade e, quando a pressão se reduz até metade (como ao subir de uma profundidade de 10 m), o volume de ar duplica. Por isso, se um mergulhador encher os seus pulmões com ar a uma profundidade de 10 m e subir sem expirar livremente, o volume de ar duplica, os pulmões expandem-se em demasia e isso pode provocar a morte. Devido a isso, os mergulhadores que tiverem um fornecimento de ar, como por exemplo uma botija de oxigénio, não devem conter a respiração durante a subida. O ar inalado a determinada profundidade (inclusivamente à profundidade de uma piscina) deve ser exalado livremente durante a subida. (Ver secção 24, capítulo 284) Devido ao facto de o ar se comprimir à medida que a pressão aumenta, cada inalação feita nas profundidades contém muito mais moléculas do que uma feita à superfície. A 20 m (3 atmosferas absolutas), por exemplo, cada inalação contém três vezes a quantidade de moléculas de uma inalação feita à superfície e, consequentemente, uma botija de oxigénio despeja-se três vezes mais depressa. Por conseguinte, quanto mais o mergulhador descer, mais rapidamente se acaba a sua reserva de ar.

Como o ar comprimido é mais denso nas profundidades (contém mais moléculas) do que o ar da superfície, é necessário um maior esforço para que se desloque pelas vias respiratórias do mergulhador e pelos tubos do equipamento de mergulho. Por isso, é mais difícil respirar nas profundidades. Algumas pessoas são incapazes de expirar anidrido carbónico suficiente e isso faz com que os níveis deste aumentem no sangue (o que pode provocar perdas transitórias da visão e da consciência).

Os equipamentos de mergulho que permitem voltar a respirar várias vezes o mesmo ar mantêm o fornecimento de gás e permitem que o mergulhador permaneça mais tempo debaixo de água. Um exemplo deste tipo de equipamento é um respirador de oxigénio de circuito fechado, que proporciona oxigénio fresco ao mergulhador; o resto do gás volta a ser inalado. A quantidade de oxigénio fresco que é necessária é só de do total do ar respirado e não aumenta com a profundidade da imersão, pelo que para a maioria das imersões é suficiente uma menor quantidade de gás. Uma desvantagem dos dispositivos de reinalação é que a quantidade de anidrido carbónico que o mergulhador liberta, que é quase igual ao seu consumo de oxigénio, tem de ser absorvida por meio de compostos químicos. Se não se verificar a sua absorção ou se esta for insuficiente, aumenta a concentração de anidrido carbónico do gás reinalador. Um mergulhador que não se aperceba disso (por exemplo, por um aumento da sua respiração ou então porque lhe falta o ar) pode perder a consciência.

Os valores anormalmente elevados de anidrido carbónico (intoxicação pelo anidrido carbónico) podem provocar perdas transitórias da visão e da consciência. Algumas pessoas sofrem uma acumulação de anidrido carbónico porque não aumentam adequadamente a sua frequência respiratória durante o esforço físico. As elevadas concentrações de anidrido carbónico aumentam a possibilidade de ocorrerem convulsões secundárias à toxicidade do oxigénio e aumentam a gravidade da narcose do azoto. Os mergulhadores que sofrem frequentemente de dores de cabeça depois de uma imersão ou que se gabam de utilizar pouco ar podem estar a reter anidrido carbónico. A imersão pode complicar-se devido à falta de visibilidade, às correntes de água que requerem um grande esforço físico e ao frio. Na água pode rapidamente ser provocada hipotermia (Ver secção 24, capítulo 281) (descida da temperatura corporal), o que provoca entorpecimento e falta de discernimento. A água fria pode alterar mortalmente o ritmo cardíaco nas pessoas vulneráveis. A intoxicação pelo anidrido carbónico, devida ao ar contaminado, pode provocar incapacidade e até a morte. Os sintomas desta intoxicação são náuseas, dor de cabeça, fraqueza, entorpecimento e alucinações. Os medicamentos, bem como o abuso do álcool ou de outras drogas, também podem ter efeitos imprevistos nas profundidades.



Política de Privacidade Termos de Utilizaçao Direitos Reservados © 2006 MERCK SHARP & DOHME PORTUGAL Merck & CO., (USA)