Cumprimento nas crianças
As crianças são ainda menos propensas
que os adultos a seguir um tratamento. Um estudo efectuado em crianças
com infecções por estreptococos, a quem tinha sido prescrito um tratamento
de penicilina durante 10 dias, revelou que 56 % deixou de tomar o fármaco
ao terceiro dia, 71 % ao sexto dia e 82 % ao nono dia. A falta de cumprimento
é ainda pior em doenças crónicas como a diabetes juvenil e a
asma, que requerem tratamentos complexos de longa duração.
Às vezes,
os pais não entendem claramente as instruções. Os estudos demonstram
que os pais se esquecem de cerca de 50 % da informação recebida 15
minutos depois de terem consultado o médico.
Os pais recordam
melhor o primeiro terço da discussão e o diagnóstico do que os
pormenores do tratamento. Essa é a razão pela qual os pediatras tentam
prescrever um tratamento simples, dando muitas vezes as suas instruções
por escrito.
| Razões para não continuar um tratamento |
Não entender ou interpretar mal as instruções.
Esquecer-se de tomar o fármaco.
Experimentar efeitos secundários (o tratamento pode ser considerado
pior que a doença)?
Negar a doença (reprimindo o diagnóstico ou o seu significado).
Não ter fé na eficácia do fármaco.
Acreditar erradamente que a doença foi suficientemente tratada (por
exemplo, numa infecção, a febre pode desaparece antes da erradicação
total da bactéria causadorar).
Temer consequências adversas ou receio de criar dependência
ao fármaco.
Preocupar-se com os gastos.
Desinteresse por sentir-se melhor (apatia).
Enfrentar obstáculos (por exemplo, ter dificuldade para deglutir
comprimidos ou cápsulas, ter problemas para abrir frascos, considerar
incómodo o tratamento, não obter o fármaco). |
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