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Antiácidos e digestivos


A acidez, a indigestão e o ardor no estômago são alguns dos termos usados para descrever as queixas gastrointestinais. O autodiagnóstico de uma indigestão é arriscado porque as causas podem ir de uma imprudência menor na dieta a uma úlcera péptica ou inclusive a um cancro do estômago. Às vezes os sintomas de uma afecção cardíaca parecem-se com os de uma indigestão aguda. Embora muitos indivíduos tratem a acidez por sua conta, é melhor recorrer ao médico se os sintomas se prolongarem por mais de 2 semanas.

O objectivo do tratamento é evitar a produção de ácido no estômago ou neutralizá-lo. Os bloqueadores dos receptores H2 para a histamina, incluindo a cimetidina, a famotidina, a nizatidina e a ranitidina, reduzem a quantidade de ácido produzido no estômago e ajudam a prevenir o ardor. Os antiácidos são agentes neutralizadores e actuam mais rapidamente. Apesar de os antiácidos não conseguirem neutralizar completamente o pH extremamente ácido do estômago, podem elevar o pH de 2 (muito ácido) para valores entre 3 e 4. Isto neutraliza quase 99 % do ácido do estômago e alivia, de forma significativa, os sintomas na maioria das pessoas.

A maior parte dos produtos antiácidos contém um ou mais dos quatro componentes principais: sais de alumínio, sais de magnésio, carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio. Todos os componentes actuam num minuto ou menos, mas a duração do seu efeito é variável. Alguns produtos aliviam os sintomas durante 10 minutos, aproximadamente, enquanto outros são efectivos durante mais de uma hora e meia. Os bloqueadores histamínicos necessitam de mais tempo para actuar, mas o seu efeito é mais prolongado.

Os antiácidos podem ter interacções com muitos e diferentes fármacos de prescrição médica, devendo-se por isso consultar um farmacêutico sobre as interacções entre os medicamentos antes de os tomar. Todo o indivíduo com afecções cardíacas, hipertensão ou problemas renais deve consultar o médico antes de tomar um antiácido. A cimetidina também pode ter interacções com alguns fármacos de prescrição médica; portanto, o seu uso necessita de ser controlado cuidadosamente por um médico ou um farmacêutico.

Alumínio e magnésio

Os antiácidos que contêm sais de alumínio e de magnésio juntos podem parecer ideais porque cada componente complementa o outro. O hidróxido de alumínio dissolve-se lentamente no estômago e começa a actuar, gradualmente, proporcionando um alívio prolongado. Também causa obstipação. Os sais de magnésio actuam rapidamente e neutralizam os ácidos eficazmente, mas também podem actuar como laxante. Os antiácidos que contêm simultaneamente alumínio e magnésio parecem oferecer o melhor de ambos os elementos: alívio rápido e prolongado com menor risco de diarreia ou de obstipação.

No entanto, foi questionada a segurança, a longo prazo, dos antiácidos que contêm alumínio. O uso prolongado pode debilitar os ossos ao esgotar o fósforo e o cálcio do organismo.

Carbonato de cálcio

A greda (carbonato de cálcio) foi o principal antiácido durante muito tempo. O carbonato de cálcio actua rapidamente e neutraliza os ácidos durante um tempo relativamente prolongado. Outra vantagem é que representa uma fonte económica de cálcio. No entanto, uma pessoa pode chegar a sofrer uma sobredosagem de cálcio. A quantidade máxima diária não deve exceder os 2000 miligramas, a não ser que o médico aconselhe o contrário.

Bicarbonato de sódio

Um dos antiácidos mais económicos e mais acessíveis não está demasiado longe de qualquer armário de cozinha. O bicarbonato (bicarbonato de sódio) foi utilizado como neutralizador da acidez durante décadas. O arroto do bicarbonato de sódio é causado pela libertação do gás anidrido carbónico.

O bicarbonato de sódio é uma solução excelente, a curto prazo, para a indigestão. Mas bicarbonato em demasia pode destruir o equilíbrio ácido-base do organismo, causando uma alcalose metabólica (Ver secção 12, capítulo 138) O seu elevado conteúdo em sódio também pode causar problemas em indivíduos com insuficiência cardíaca ou com tensão arterial alta.




Fármacos para o enjoo: precauções em crianças
Princípio activo Crianças que não devem tomar o fármaco
Ciclizina Menores de 6 anos
Dimenhidrinato Menores de 2 anos
Difenhidramina Peso inferior a 10 kg
Meclizina Menores de 12 anos


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