Merck Sharp & Dohme - Portugal
MSD Portugal Publicacoes MSD
Pesquisa
IntroduçãoAjuda


Imprimir Enviar Artigo

Sintomas das cardiopatias


Não existe qualquer sintoma que identifique inequivocamente uma doença do coração (cardíaca), mas alguns sintomas sugerem esta possibilidade e a associação de vários permite estabelecer um diagnóstico quase exacto.

O diagnóstico inicia-se com uma entrevista (a história clínica) e um exame físico. Efectuam-se, muitas vezes, análises para confirmar o diagnóstico, para conhecer a gravidade do problema ou para facilitar a planificação do tratamento. (Ver secção 3, capítulo 15) No entanto, algumas cardiopatias graves são assintomáticas até alcançarem um estado muito avançado. Um exame médico geral ou uma visita ao médico por outros motivos são úteis para descobrir a tal doença cardíaca assintomática.

Os sintomas de uma cardiopatia incluem certos tipos de dor, dispneia (sensação de falta de ar ou «sede de ar»), fadiga (cansaço), palpitações (sensação de um batimento lento, rápido ou irregular), sensação de enjoo e desmaios. No entanto, estes sintomas não indicam necessariamente uma cardiopatia. Por exemplo, a dor torácica pode indicar uma doença do coração, mas também pode ser devida a uma perturbação respiratória ou gastrointestinal.

Postura típica do doente com angina de peito

Dor

Quando a quantidade de sangue que chega aos músculos é insuficiente (uma situação denominada isquemia), a falta de oxigénio e o excesso de detritos provocam cãibras. A angina, uma sensação de tensão ou de opressão torácica, aparece quando o músculo cardíaco não recebe sangue suficiente. De todas as formas, o tipo e o grau de dor ou de mal-estar variam enormemente em cada caso. Uma pessoa pode ter uma deficiência no fornecimento de sangue que não lhe provoque qualquer dor (isquemia silenciosa). (Ver secção 3, capítulo 27)

Quando existe uma deficiência de chegada de sangue a outros músculos, em particular aos da barriga da perna, aparece geralmente uma sensação de garrote e uma dor ao esforço no músculo durante o movimento (claudicação). (Ver secção 3, capítulo 27)
A pericardite, uma inflamação ou lesão da membrana que rodeia o coração, provoca uma dor que aumenta ao deitar-se na cama e diminui ao sentar-se ou ao inclinar-se para a frente. (Ver secção 3, capítulo 22) O esforço não piora a dor; por outro lado, a inspiração ou a expiração de ar aumenta ou diminui a dor, dado que pode haver também uma pleurite, isto é, uma inflamação da membrana que rodeia os pulmões.

Por outro lado, quando uma artéria se rasga ou se separa, a dor provocada é intensa, aparece e desaparece com relativa rapidez e pode não estar relacionada com os esforços. Por vezes, as artérias principais são lesionadas, sobretudo a aorta. Pode também acontecer que uma porção da aorta se dilate (aneurisma), a qual pode rebentar bruscamente ou então deixar escapar um pouco de sangue para as camadas da aorta (dissecção da aorta). Estes acontecimentos provocam dores muito agudas e repentinas, por vezes intermitentes, conforme se for repetindo essa fuga de sangue, por vezes fora da aorta ou então entre as camadas da sua parede. A dor que tem origem na aorta sente-se em geral por detrás do pescoço, entre as omoplatas, na zona inferior das costas ou no abdómen. (Ver secção 3, capítulo 29)

A válvula entre a aurícula esquerda e o ventrículo esquerdo pode avançar para a aurícula com a contracção do ventrículo (prolapso da válvula mitral). As pessoas com este problema têm por vezes episódios breves de dor parecidos com uma punhalada ou com uma picada. Geralmente, a dor localiza-se no hemitoráx esquerdo e não possui qualquer relação com a posição ou com o esforço. (secção 3, capítulo 19.)

Dispneia

A falta de ar, ou dispneia, é um sintoma frequente da insuficiência cardíaca. Deve-se a que há líquido que é filtrado para o interior dos sacos de ar dos pulmões, numa afecção chamada congestão ou edema pulmonar. Por último, esta situação é semelhante a um afogamento.

Nos estados iniciais de uma insuficiência cardíaca, a dispneia só aparece durante o esforço. À medida que a perturbação se agrava, a falta de ar aparece com maior frequência perante um esforço menor e, finalmente, aparece também em repouso. A falta de ar aumenta ao deitar porque o fluido se espalha por todo o tecido pulmonar e diminui ao sentar-se ou levantar-se, dado que, ao pôr-se de pé, a força da gravidade faz com que o líquido se acumule na base dos pulmões. A dispneia nocturna é a dificuldade de respirar ao deitar-se à noite; alivia ao sentar-se.

A dispneia não se limita às doenças cardíacas, dado que também aparece quando existem doenças pulmonares, dos músculos respiratórios ou do sistema nervoso. Pode ser causa de dispneia qualquer perturbação que altere o equilíbrio normal entre o fornecimento e a procura de oxigénio, como a incapacidade de o sangue transportar oxigénio suficiente por causa de uma anemia ou o aumento da actividade metabólica característica do hipertiroidismo.

Fadiga

Quando o coração não funciona adequadamente, o sangue que chega aos músculos durante um esforço pode ser insuficiente e causar uma sensação de fraqueza e de cansaço. Os sintomas não chamam geralmente a atenção. A pessoa compensa esta perturbação diminuindo gradualmente a sua actividade ou então pensa que se deve ao facto de envelhecer.

Palpitações

Normalmente, não nos apercebemos dos batimentos do coração. Porém, em certas circunstâncias (como no momento em que uma pessoa efectua esforços extremos ou sofre uma experiência emocional dramática), podem chegar a sentir-se sob a forma de batimentos enérgicos, rápidos ou irregulares.

O médico poderá confirmar estes sintomas controlando o pulso e ouvindo o batimento do coração através da colocação de um fonendoscópio sobre o peito.

As respostas a uma série de perguntas (se as palpitações começam de forma gradual ou repentina, com que rapidez bate o coração, se o batimento é irregular e até que ponto o é, e a sua possível causa) determinarão se as palpitações se podem considerar anormais ou não.

As palpitações que são acompanhadas de outros sintomas, como a dispneia, a dor, a debilidade, a fadiga ou os desfalecimentos, parecem mais causados por um batimento cardíaco anormal ou por uma doença subjacente grave.

Enjoos e desmaios

Um fluxo inadequado de sangue por uma anomalia na frequência cardíaca, no ritmo ou por um bombeamento fraco pode causar enjoos e desmaios. (Ver secção 3, capítulo 23) Estes sintomas podem dever-se a um problema do cérebro ou da medula espinhal ou podem não ter uma causa grave.

Por exemplo, observam-se enjoos nos soldados quando estão quietos de pé durante muito tempo, dado que, para que o sangue regresse ao coração, os músculos das pernas devem estar activos. Igualmente, uma forte emoção ou uma dor, que activam parte do sistema nervoso, provocam também desfalecimentos.

O médico deve distinguir o desmaio provocado por uma perturbação cardíaca da epilepsia, na qual a perda de consciência é causada por uma perturbação cerebral.



Política de Privacidade Termos de Utilizaçao Direitos Reservados © 2006 MERCK SHARP & DOHME PORTUGAL Merck & CO., (USA)