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Broncoscopia


A broncoscopia é um exame visual directo da cavidade dos órgãos da fonação (laringe) e das vias aéreas através de um tubo de observação de fibra óptica (um broncoscópio). O broncoscópio é dotado de uma luz na extremidade que permite ao médico observar dentro do pulmão as grandes vias aéreas (brônquios).

A broncoscopia pode ser útil para o diagnóstico e o tratamento de certas afecções. Pode utilizar-se um broncoscópio flexível para extrair secreções, sangue, pus e corpos estranhos, assim como para colocar medicamentos em áreas específicas do pulmão e investigar a causa duma hemorragia. Se o médico suspeitar da presença de um cancro do pulmão, pode examinar as vias aéreas e colher amostras de qualquer zona suspeita.

A broncoscopia utiliza-se para recolher amostras dos microrganismos que estejam a provocar uma pneumonia e que são difíceis de obter e de identificar por outros meios. A broncoscopia é especialmente útil para obter amostras nas pessoas que sofrem de SIDA ou de outras deficiências do sistema imunitário. No caso de pessoas com queimaduras ou que tenham aspirado fumo, a broncoscopia contribui para avaliar o estado da laringe e das vias aéreas.

O doente não deve comer nem beber durante as 4 horas anteriores a uma broncoscopia. Frequentemente, administra-se um sedativo para acalmar a ansiedade e atropina para reduzir os riscos de espasmo na laringe e a diminuição da frequência cardíaca, incidentes que, por vezes, ocorrem durante o procedimento. Anestesiam-se a garganta e o canal nasal com um vaporizador anestésico e, a seguir, introduz-se o broncoscópio flexível através do nariz até às vias aéreas dos pulmões.

A lavagem broncoalveolar é um procedimento que os médicos podem utilizar para obter amostras das vias aéreas mais pequenas, as quais não se podem observar através de um broncoscópio. Depois de ajustar o broncoscópio dentro da via respiratória inferior, o médico instila água salgada (solução salina) através do instrumento. A seguir, aspira-se o líquido e com ele as células e algumas bactérias para o interior do broncoscópio. O exame dessas substâncias ao microscópio contribui para diagnosticar alguns cancros e algumas infecções; a cultura do líquido é o método mais seguro para diagnosticar estas últimas. Pode utilizar-se a lavagem broncoalveolar para tratar a proteinose alveolar pulmonar (Ver secção 4, capítulo 40) e outras doenças.

A biopsia transbrônquica pulmonar consiste na obtenção de uma amostra de tecido pulmonar através da parede dos brônquios. Extrai-se um fragmento de tecido de uma zona suspeita introduzindo um instrumento de biopsia através do tubo do broncoscópio e, a seguir, chega-se ao interior da zona suspeita atravessando a parede de uma das vias aéreas inferiores. Pode utilizar-se um fluoroscópio como guia para identificar a zona e assim diminuir o risco de uma perfuração acidental do pulmão, o que causaria um colapso pulmonar (pneumotórax). Apesar de a biopsia transbrônquica pulmonar aumentar o risco de complicações, muitas vezes traz informação complementar para o diagnóstico, podendo também evitar uma intervenção cirúrgica importante.

Depois da broncoscopia, o doente permanece em observação durante várias horas. Se se colheu uma amostra de tecido, fazem-se radiografias do tórax para controlar possíveis complicações.

Broncoscopia

Para observar as vias respiratórias de um modo directo, o médico introduz um broncoscópio flexível de fibra óptica através de uma das fossas nasais do doente até ao interior das vias respiratórias. O círculo mostra o que o médico vê.  



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