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Síndroma de insuficiência respiratória aguda


A síndroma de insuficiência respiratória aguda (também chamada síndroma de dificuldade respiratória do adulto) é um tipo de insuficiência pulmonar provocada por diversas perturbações que causam a acumulação de líquido nos pulmões (edema pulmonar).

Este síndroma é uma urgência médica que pode verificar-se em pessoas que anteriormente tinham pulmões normais. Apesar de, às vezes, se chamar síndroma de dificuldade respiratória do adulto, esta afecção também pode manifestar-se nas crianças.

Causas

A insuficiência respiratória pode ser causada por qualquer doença que afecte directa ou indirectamente os pulmões. Aproximadamente um terço das pessoas que sofrem desta síndroma desenvolvem-na em consequência de uma infecção grave e extensa (sepsia).

Quando os pequenos sacos de ar (alvéolos) e os capilares do pulmão ficam afectados, o sangue e o líquido escapam pelos espaços que se encontram entre os alvéolos e, finalmente, passam para o interior dos próprios alvéolos.
A inflamação subsequente pode levar à formação de tecido cicatricial. Como consequência disso, os pulmões não podem funcionar normalmente.

Sintomas e diagnóstico

Geralmente, a síndroma da insuficiência respiratória aguda ocorre entre as 24 horas e as 48 horas depois de ter acontecido a lesão original ou a doença. O doente sente no início falta de ar, geralmente com uma respiração rápida e pouco profunda. O médico pode ouvir sons crepitantes ou sibilantes nos pulmões com um fonendoscópio. A pele pode aparecer manchada ou azulada devido à baixa concentração de oxigénio no sangue e a função de outros órgãos como o coração e o cérebro pode ser afectada.

A análise dos gases no sangue arterial evidencia a baixa concentração de oxigénio (Ver secção 4, capítulo 32) e as radiografias do tórax mostram líquido em espaços que, em condições normais, deveriam conter ar. Pode ser necessário efectuar exames complementares para confirmar que a insuficiência cardíaca não é a causa do problema.

Complicações e prognóstico

A falta de oxigénio causada por esta síndroma pode produzir complicações noutros órgãos pouco tempo depois do início da doença ou, se a situação do doente não melhorar, ao fim de dias ou de semanas. A carência prolongada de oxigénio pode causar complicações tão graves como a insuficiência renal. Sem um tratamento imediato, a falta grave de oxigénio provocada por esta síndroma causa a morte em 90 % dos casos. No entanto, com tratamento adequado podem sobreviver cerca de 50 % das pessoas que sofrem da síndroma de insuficiência respiratória.

Dado que são menos resistentes às infecções pulmonares, é frequente que os afectados pela síndroma de insuficiência respiratória do adulto sofram uma pneumonia bacteriana em algum momento do curso da doença.

Tratamento

As pessoas que sofrem desta síndroma recebem tratamento na unidade de cuidados intensivos. A administração de oxigénio é fundamental para corrigir os valores baixos do mesmo. Quando o oxigénio fornecido com uma máscara não é suficiente, deve usar-se um ventilador mecânico. Este aparelho fornece oxigénio à pressão através de um tubo inserido no nariz, na boca ou na traqueia: essa pressão ajuda a forçar a passagem de oxigénio para o sangue. Pode regular-se a pressão para ajudar a manter abertos os alvéolos e as vias aéreas inferiores e para se assegurar de que os pulmões não recebem uma concentração excessiva de oxigénio. Este último aspecto é importante, porque uma concentração excessiva de oxigénio pode lesar os pulmões e agravar a síndroma de insuficiência respiratória do adulto.

Também são importantes outros tratamentos de apoio, como a administração de líquidos ou de alimentos por via endovenosa, porque a desidratação ou a desnutrição podem aumentar as probabilidades de que vários órgãos deixem de funcionar (processo chamado falência multiorgânica). O êxito dos tratamentos adicionais depende da causa subjacente da síndroma de insuficiência respiratória do adulto. Por exemplo, os antibióticos administram-se para combater a infecção.

De modo geral, as pessoas que respondem imediatamente ao tratamento restabelecem-se por completo quase sem qualquer alteração pulmonar a longo prazo. No caso de um tratamento de longa duração com respiração assistida, os doentes são mais propensos a formar tecido cicatricial nos pulmões. Esse processo pode melhorar poucos meses depois de ter deixado o ventilador.




Causas de insuficiência respiratória aguda
Uma infecção grave e extensa (sepsia)
Pneumonia
Pressão arterial muito baixa (choque)
Aspiração (inalação) de alimentos para o interior do pulmão
Várias transfusões de sangue
Lesão pulmonar provocada pela respiração de concentração de oxigénio elevadas
Embolia pulmoar
Lesões do tórax
Queimaduras
Afogamento quase total
Cirurgia derivativa (bypass) cardiopulmonar
Inflamação do pâncreas (pancreatite)
Sobredosagem de uma droga ou de um fármaco (como heroína, metadona, propoxifeno ou aspirina)


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