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Beriliose


A beriliose é uma inflamação pulmonar causada pela aspiração de pó ou de vapores que contêm berílio.

No passado, o berílio extraía-se das minas para ser utilizado nas indústrias químicas e electrónicas e no fabrico de lâmpadas fluorescentes. Actualmente, utiliza-se principalmente na indústria aerospacial. Além dos trabalhadores destas indústrias, algumas pessoas que viviam perto das refinarias de berílio desenvolveram também a beriliose.

A diferença entre a beriliose e as outras doenças pulmonares ocupacionais é que os processos pulmonares parecem produzir-se somente em indivíduos sensíveis ao berílio e que representam, aproximadamente, 2 % dos que estão em contacto com ele. A doença pode manifestar-se inclusive naquelas pessoas que sofreram uma exposição relativamente breve ao berílio e os sintomas podem tardar 10 a 20 anos a aparecer.

Sintomas e diagnóstico

Em algumas pessoas, a beriliose surge de repente (beriliose aguda), principalmente sob a forma de uma inflamação do tecido pulmonar (pneumonite). As pessoas com beriliose aguda têm acessos repentinos de tosse, dificuldade em respirar e perda de peso. A beriliose aguda pode também afectar a pele e os olhos.

Outros indivíduos sofrem de beriliose crónica, caracterizada pela formação de um tecido anormal nos pulmões e pelo aumento de volume dos gânglios línfáticos. Nestas pessoas, a tosse, a dificuldade respiratória e a perda de peso desenvolvem-se de forma gradual.

O diagnóstico baseia-se na história pessoal de exposição ao berílio, nos sintomas e nas alterações características que se podem observar na radiografia do tórax. No entanto, as radiografias de beriliose parecem-se com as de outra doença pulmonar, a sarcoidose, daí que possam ser necessários exames imunológicos complementares.

Prognóstico e tratamento

A beriliose aguda pode ser grave, inclusive mortal. No entanto, de modo geral, os indivíduos restabelecem-se, apesar de estarem no início muito doentes devido à rigidez dos pulmões e à alteração da função pulmonar. Com um tratamento adequado, como a respiração assistida e os corticosteróides, o doente recupera, habitualmente, ao fim de um período de 7 a 10 dias, sem efeitos residuais.

Quando os pulmões estão gravemente afectados pela beriliose crónica, o coração pode sofrer devido a um esforço excessivo, provocando insuficiência cardíaca e morte. Às vezes, prescrevem-se corticosteróides, como a prednisona oral, para a beriliose crónica, embora infelizmente não sejam muito úteis.



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