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Tumores cancerosos primários do osso


O mieloma múltiplo é o tumor canceroso primário mais frequente, tem origem em células da medula óssea, produtoras de anticorpos, e apresenta-se com maior frequência em pessoas de idade avançada. (Ver secção 14, capítulo 159) Pode afectar um ou mais ossos, daí que possa aparecer dor num ou vários pontos. O tratamento é complexo e pode consistir em quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

O osteossarcoma (sarcoma osteogénico) é o segundo tipo de tumor canceroso primário do osso mais frequente. Embora a sua incidência seja maior em indivíduos de entre 10 e 20 anos de idade, os osteossarcomas podem aparecer em qualquer idade. Em certas ocasiões, as pessoas de idade avançada que sofrem da doença de Paget desenvolvem este tipo de tumor. 50 % destes tumores cresce no joelho ou à volta dele, mas podem ter a sua origem em qualquer osso e tendem a propagar-se aos pulmões. Habitualmente, estes tumores causam dor e inflamação e é preciso efectuar uma biopsia para estabelecer o diagnóstico.

O tratamento dos osteossarcomas costuma consistir numa combinação de quimioterapia e cirurgia. A quimioterapia administra-se primeiro, o que provoca uma redução da dor durante esta fase do tratamento. A seguir, procede-se à extirpação cirúrgica do tumor.

Cerca de 75 % dos indivíduos que apresentam este tipo de tumor sobrevive pelo menos 5 anos depois do diagnóstico. Graças aos avanços nos procedimentos cirúrgicos, hoje em dia é possível salvar a perna ou o braço afectados, ao contrário do passado, quando era frequente a sua amputação.

Os fibrossarcomas e os histiocitomas fibrosos malignos apresentam o mesmo aspecto, a mesma localização e os mesmos sintomas que os osteossarcomas. As bases do tratamento são as mesmas.

Os condrossarcomas são tumores formados por células cartilaginosas cancerosas. Muitos condrossarcomas são tumores de grau baixo ou de crescimento lento, e com frequência podem curar-se mediante uma cirurgia.

Contudo, alguns tumores de alto grau tendem a propagar-se. A biopsia é necessária para o diagnóstico. Um condrossarcoma deve ser extraído cirurgicamente na sua totalidade, já que não responde à quimioterapia nem à radioterapia. A amputação do braço ou da perna não costuma ser necessária. Mais de 75 % das pessoas que têm um condrossarcoma sobrevivem se este for completamente extirpado.

O tumor de Ewing (sarcoma de Ewing) afecta com mais frequência os homens que as mulheres e a sua incidência é maior nas pessoas de entre os 10 e 20 anos de idade. A maioria destes tumores desenvolve-se nos braços ou nas pernas, mas podem fazê-lo em qualquer osso. Os sintomas mais frequentes são a dor e o inchaço. Os tumores podem chegar a ser bastante grandes, e inclusive afectar todo o comprimento do osso. Embora as provas de TAC e RM possam ajudar a determinar o tamanho exacto do tumor, a biopsia é necessária para o seu diagnóstico. O tratamento consiste numa combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia que pode ser eficaz em mais de 60 % dos indivíduos que sofrem do sarcoma de Ewing.

O linfoma maligno (Ver secção 14, capítulo 158) do osso (sarcoma de células reticulares) afecta em geral pessoas entre os 40 e os 60 anos de idade. Pode ter origem em qualquer osso ou em qualquer parte do corpo e estender-se ao osso, causando dor e inchaço e uma propensão para sofrer fracturas. O seu tratamento consiste numa combinação de quimioterapia e radioterapia, que é tão eficaz como a extracção cirúrgica do tumor. A amputação está indicada em poucos casos.



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