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Doença mista do tecido conjuntivo


A doença mista do tecido conjuntivo é um conjunto de sintomas semelhantes aos de várias doenças do tecido conjuntivo: lúpus eritematoso sistémico, esclerodermia, polimiosite e dermatomiosite.

Cerca de 80 % dos afectados por esta doença são mulheres. Podem ser afectadas pessoas entre os 5 e os 80 anos de idade. Desconhece-se a sua causa, mas é provável que se trate de uma reacção auto-imune.

Sintomas

Os sintomas típicos são o fenómeno de Raynaud (quando as mãos e os pés arrefecem, ficam com manchas brancas e doridos), dor das articulações ou artrite, mãos inchadas, debilidade muscular, dificuldade em deglutir, acidez e sensação de falta de ar. O fenómeno de Raynaud pode preceder outros sintomas durante muitos anos. Contudo, o fenómeno de Raynaud é, em geral, um sintoma isolado que não faz parte das doenças do tecido conjuntivo. Independentemente do modo como a doença se inicia, esta tende a agravar-se progressivamente e os sintomas estendem-se a várias partes do corpo.

Com frequência as mãos estão tão inflamadas que os dedos parecem salsichas. Pode aparecer uma erupção em forma de asas de borboleta de cor púrpura no rosto e na cana do nariz, manchas vermelhas nos nós dos dedos, uma coloração violeta das pálpebras e veias em forma de aranha no rosto e nas mãos. O cabelo pode tornar-se fraco e podem manifestar-se alterações na pele semelhantes às que se produzem na esclerodermia.

A maior parte das pessoas que sofrem da doença mista do tecido conjuntivo sofre dor nas articulações e 75 % desenvolve a inflamação e a dor características da artrite. A doença mista do tecido conjuntivo lesa as fibras musculares; por isso, os músculos podem sentir-se fracos e dolorosos, especialmente nos ombros e nas ancas.

Embora o esófago seja em geral afectado, a doença raramente causa dificuldades ou dor na deglutição. Pode acumular-se líquido nos pulmões ou à volta deles. Em alguns casos, a disfunção pulmonar é o problema mais grave, causando falta de ar durante o esforço e fadiga cardíaca.

Por vezes o coração enfraquece, provocando uma insuficiência cardíaca que pode provocar retenção de líquidos, falta de ar e cansaço. Os rins e nervos são afectados em apenas 10 % das pessoas e a lesão é, em geral, ligeira. Outros sintomas podem ser febre, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos, dor abdominal e rouquidão persistente. Pode desenvolver-se a síndroma de Sjögren. Com o passar do tempo, a maioria das pessoas manifesta sintomas que são mais característicos do lúpus ou da esclerodermia.

Diagnóstico

Os médicos consideram que se trata de uma doença mista do tecido conjuntivo quando se sobrepõem alguns sintomas de lúpus eritematoso sistémico, da esclerodermia, da polimiosite ou da artrite reumatóide.

Pode efectuar-se uma análise de sangue para detectar um anticorpo antiproteína ribonucleica, presente na maioria dos casos de doença mista do tecido conjuntivo. Valores altos deste anticorpo, na ausência dos outros anticorpos observados no lúpus, são específicos desta doença.

Tratamento

O seu tratamento é semelhante ao do lúpus. Os corticosteróides são quase sempre eficazes, especialmente quando a doença se diagnostica no princípio. Os casos ligeiros podem ser tratados com aspirina, outros medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, quinacrina ou medicamentos semelhantes, ou doses muito baixas de corticosteróides. Quanto mais grave for a doença, maior será a dose de corticosteróides necessária. Nos casos graves também podem estar indicados os medicamentos imunossupressores.

Em geral, quanto mais avançada estiver a doença e maior for a lesão do órgão, menos eficaz é o tratamento. Por outro lado, é menos provável que respondam ao tratamento as afecções de pele e do estômago semelhantes à esclerodermia.

Os períodos livres de sintomas podem durar muitos anos com doses muito pequenas de corticosteróides ou com um tratamento não continuado dos mesmos. Apesar do tratamento, a doença progride em quase 13 % dos indivíduos, produzindo complicações potencialmente mortais ao fim de 6 ou 11 anos.



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