Merck Sharp & Dohme - Portugal
MSD Portugal Publicacoes MSD
Pesquisa
IntroduçãoAjuda


Imprimir Enviar Artigo

Bursite


A bursite é a inflamação com dor de uma bolsa (um saco achatado que contém líquido sinovial e que facilita o movimento normal de algumas articulações e músculos, reduzindo a fricção).

As bolsas estão localizadas nos pontos de fricção, especialmente onde há tendões ou músculos que passam por cima do osso. Embora uma bolsa geralmente contenha muito pouco líquido, no caso de se lesionar pode inflamar-se e encher-se de líquido.

A bursite pode resultar do uso excessivo de uma articulação de maneira crónica, de feridas, gota, pseudogota, artrite reumatóide ou infecções, mas com frequência, desconhece-se a causa. Embora os ombros sejam os mais propensos à bursite, também se inflamam frequentemente as bolsas dos cotovelos, das ancas, da pélvis, dos joelhos, dos dedos do pé e dos calcanhares.

Sintomas

A bursite causa dor e tende a limitar o movimento, mas os sintomas específicos dependem da localização da bolsa inflamada. Por exemplo, quando se inflama uma bolsa do ombro, aparece dor e dificuldade ao erguer o braço e afastá-lo do lado do corpo (como ao vestir uma peça de roupa com mangas).

A bursite aparece de forma repentina, e a zona inflamada dói quando se move ou se toca. A pele por cima das bolsas localizadas muito perto da superfície (como perto do joelho e do cotovelo) pode tornar-se avermelhada e inflamar-se. A bursite aguda, causada por uma infecção ou pela gota, é particularmente dolorosa e a zona afectada torna-se avermelhada e ao tacto sente-se calor.

A bursite crónica pode ser resultado de ataques anteriores de bursite aguda ou de lesões repetidas. Finalmente, as paredes da bolsa espessam-se e pode depositar-se nelas uma substância anormal com aglomerados de cálcio sólido, com aspecto de gesso. As bolsas com lesões são mais propensas a inflamações quando são submetidas a exercícios ou esforços pouco usuais. A dor e o inchaço prolongados limitam o movimento, causando debilidade motora e atrofia muscular. Os acessos de bursite crónica podem durar de alguns dias a várias semanas, e com frequência são recidivantes.

Dedo em gatilho

O dedo em gatilho é uma afecção em que um dedo permanece rígido e dobrado. Verifica-se quando um dos tendões que flectem o dedo se inflama e incha. Habitualmente, ao endireitar-se e dobrar-se o dedo, o tendão move-se de um modo uniforme por dentro da bainha que o envolve. O tendão inflamado sai da bainha quando o dedo se dobra, mas se o tendão estiver demasiado inchado ou tiver nódulos, ao endireitar o dedo não pode retroceder com facilidade. Para endireitar o dedo, deve fazer-se força na parte inchada para que se reintroduza dentro da bainha, o que produz uma sensação de estalido semelhante à que se sente quando se aperta o gatilho de um revólver.  

Diagnóstico e tratamento

O médico pode considerar que se trata de uma bursite se a zona à volta da bolsa dói à palpação e se alguns movimentos específicos da articulação são dolorosos. Se a bolsa estiver muito inchada, o médico pode extrair com uma agulha e uma seringa uma amostra do líquido da bolsa para fazer análises que determinem as causas da inflamação (como uma infecção ou a gota). As radiografias não costumam ser úteis, a menos que detectem os típicos depósitos de cálcio.

As bolsas infectadas devem ser drenadas, administrando-se, além disso, os antibióticos apropriados. A bursite aguda não infecciosa habitualmente é tratada com repouso, imobilização temporária da articulação afectada e um anti-inflamatório não esteróide, como a indometacina, o ibuprofeno ou o naproxeno. Por vezes, podem ser precisos analgésicos mais fortes. Como alternativa, pode injectar-se directamente na bolsa uma mistura de um anestésico local e um corticosteróide. Pode acontecer que a injecção tenha de ser novamente repetida.

As pessoas que sofrem de bursite aguda podem tomar um corticosteróide por via oral, como a prednisona, durante alguns dias. Quando diminui a dor, a prática de exercícios específicos é útil para aumentar o grau do movimento articular.

O tratamento da bursite crónica é semelhante, embora seja menos provável que tanto o repouso como a imobilização sejam eficazes. Por vezes, as grandes acumulações de cálcio nos ombros podem ser irrigadas com uma agulha de calibre grosso ou extraídas cirurgicamente. As bursites que limitam a função dos ombros podem ser aliviadas por meio de várias injecções de corticosteróides juntamente com uma fisioterapia intensiva, para restabelecer o funcionamento da articulação. Os exercícios ajudam a reforçar os músculos enfraquecidos e restabelecem o grau completo do movimento articular. A bursite é, com frequência, recidivante se não for corrigida a causa subjacente, como a gota, a artrite reumatóide ou o uso excessivo crónico da articulação.



Política de Privacidade Termos de Utilizaçao Direitos Reservados © 2006 MERCK SHARP & DOHME PORTUGAL Merck & CO., (USA)