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Cefaleias tensionais


As cefaleias tensionais devem-se à tensão muscular no pescoço, nos ombros e na cabeça. A tensão muscular pode ser consequência de uma posição corporal incorrecta, de stress social ou psicológico ou do cansaço.

Sintomas e diagnóstico

As cefaleias tensionais manifestam-se geralmente de manhã ou às primeiras horas da tarde e pioram ao longo do dia. Muitas vezes, sente-se uma dor mantida e moderada sobre os olhos ou a nuca, ou então uma sensação de pressão forte (como uma fita apertada à volta da cabeça), que pode acompanhar a dor. Esta pode abranger toda a cabeça e por vezes irradiar para trás, para a nuca até aos ombros.

Para distinguir as cefaleias tensionais das perturbações mais graves, o médico tem em conta a duração da dor e como o doente a descreve quanto à sua localização, o que a provoca e o que a alivia e se está associada a outros sintomas, como enjoo, fraqueza, perturbações sensitivas ou inclusive febre. A dor de cabeça de aparecimento recente que acorda a pessoa e é invulgarmente aguda, contínua, que aparece a seguir a um traumatismo craniano, ou coincide com outros sintomas como formigueiro, debilidade, falta de coordenação, alterações da visão ou desmaios, é muito provável que não seja uma cefaleia tensional. Pode acontecer que a causa seja um processo grave que exija uma avaliação pelo médico o mais cedo possível. Por exemplo, as cefaleias por um tumor cerebral ou por outra causa costumam ser de aparecimento recente, progressivas, piorando da manhã para a tarde, não estar associadas com o cansaço nem com o trabalho, ser acompanhadas de falta de apetite e de náuseas e melhorar ou piorar quando a pessoa muda de posição (ao deitar-se ou levantar-se). (Ver secção 6, capítulo 79)

Tratamento

É possível frequentemente prevenir ou controlar as cefaleias tensionais evitando ou entendendo o stress que as provoca e procurando remédio para ele. Uma vez iniciada a cefaleia, podem dar algum alívio as massagens suaves nos músculos do pescoço, dos ombros e da cabeça, o deitar-se e relaxar--se durante alguns minutos ou o uso da biorretroacção. (Ver secção 6, capítulo 62)

Pode conseguir-se um alívio rápido e temporário para a maioria das cefaleias com qualquer dos analgésicos de venda sem prescrição médica, como a aspirina, o paracetamol (acetaminofeno) ou o ibuprofeno. As cefaleias agudas podem responder aos analgésicos mais potentes de venda com prescrição médica, alguns dos quais contêm derivados opiáceos (por exemplo, codeína ou oxicodona). (Ver secção 6, capítulo 62) Algumas pessoas acham que a cafeína (ingrediente contido em alguns preparados contra a dor de cabeça) melhora o efeito dos analgésicos. No entanto, a cefaleia pode também ser induzida por um excesso de cafeína.

No caso das cefaleias provocadas por stress ou depressão crónicos, os analgésicos só não chegarão para as curar porque não tratam os problemas psicológicos subjacentes. A psicoterapia pode beneficiar os doentes com cefaleias provocadas por conflitos sociais ou psicológicos por resolver.

Diferenças entre as dores de cabeça
Tipo ou causa Características Provas de diagnóstico
Tensão muscular (é a cefaleia mais frequente) As dores de cabeça são frequentes; a dor é intermitente, moderada e aparece na parte anterior e posterior da cabeça, ou então a pessoa experimenta uma sensação generalizada de tensão ou rigidez. Exames para afastar a possibilidade de uma doença orgânica, avaliação dos factores psicológicos e da personalidade.
Enxaqueca A dor inicia-se no olho ou à volta deste, ou na têmpora, espalha-se um ou a ambos os lados, afecta habitualmente toda a cabeça, mas pode ser apenas de um lado, notam-se as pulsações e é acompanhada de perda de apetite, náuseas e vómitos.
O doente sofre crises periódicas semelhantes durante um tempo prolongado. Quase sempre as crises são precedidas por alterações no estado de espírito, perda de apetite e visão de pontos pretos cintilantes. Por vezes, mas raramente, o doente nota perda de força num lado do corpo. Muitas vezes a enxaqueca incide em famílias.
Se existem dúvidas acerca do diagnóstico e se a dor de cabeça é de aparecimento recente, recomenda-se um exame através de uma RM ou de uma TAC.
Dor de cabeça agrupada ou acumulada A crise é de curta duração (1 hora), a dor é intensa e sente-se de um lado da cabeça. As crises são episódicas em grupo (com períodos livres de dor) e verificam-se sobretudo nos homens. As pessoas manifestam os seguintes sintomas no mesmo lado da dor: edema por debaixo do olho, secreção nasal, olhos chorosos. Medicamentos para tratar a enxaqueca para o caso de serem eficazes (por exemplo, sumatriptano, metisergida) ou então fármacos vasoconstritores, corticosteróides, indometacina ou inalação de oxigénio.
Pressão arterial elevada (hipertensão) É uma causa pouco frequente de dor de cabeça, excepto nas pessoas afectadas pela hipertensão grave que aparece e desaparece como consequência de um tumor da glândula supra-renal. A dor é acompanhada de palpitações, surge em crises e observa-se na parte posterior ou superior da cabeça. Exames laboratoriais: análises de sangue e estudos da função do rim.
Problemas dos olhos (irite, glaucoma) A dor verifica-se na parte anterior da cabeça ou nos olhos ou por cima destes, é moderada ou intensa e muitas vezes piora depois de se utilizar muito a vista. Exames dos olhos.
Problemas dos seios perinasais A dor é aguda ou subaguda (não crónica), sente-se na parte anterior da cabeça, é leve ou intensa e habitualmente é pior de manhã, aumenta á tarde e piora com o clima frio e húmido.
A pessoas tem antecedentes de uma infecção das vias respiratórias superiores, dor numa parte da cara, nariz congestionado ou com secreção.
Radiografias dos seios perinasais.
Tumor cerebral A dor é de início recente, intermitente e pode ser leve ou intensa, pode produzir-se num ponto ou em toda a cabeça. A pessoa pode sentir um enfraquecimento de progressão lenta num lado do corpo, convulsões, alterações visuais, perda da fala, vómitos, alterações no estado mental. Exames por RM ou TAC.
Infecção cerebral (abcesso) A dor é de início recente, intermitente e vai de leve a intensa e pode-se verificar num ponto ou em toda a cabeça. A pessoa pode ter sofrido anteriormente infecções dos ouvidos, dos seios perinasais ou dos pulmões ou então de reumatismo ou de uma doença congénita do coração. Exames por RM ou TAC.
Infecção das membranas que cobrem o cérebro (meningite) A dor é de início recente, constante, intensa e em toda a cabeça e desce pelo pescoço. A pessoa sente-se doente, febril e tem vómitos, tudo isso precedido de uma dor de garganta ou de uma infecção respiratória; tem dificuldade em dobrar o pescoço e apoiar o queixo sobre o peito. Análise de sangue, punção lombar.
Acumulação de sangue à volta do cérebro:
1.Hematoma subdural
2.Hemorragia subaracnóidea
1.A dor é de início recente, intermitente ou constante, de leve a intensa; pode surgir num ponto ou em toda a cabeça; desce pelo pescoço.
A pessoa sofreu uma lesão anterior, pode apresentar oscilações no seu nível de consciência.
2.A dor é de início súbita, difusa, intensa e constante; por vezes, pode sentir-se no olho ou à volta do mesmo; a pálpera fecha-se.
1.Exames por RM ou TAC.
2.Exame por RM ou TAC: se o resultado for negativo, punção lombar.
Sífilis
Tuberculose
Criptococose
Sarcoidose
Cancro
A dor é de leve a intensa e sente-se em toda a cabeça ou na parte superior desta.
A pessoa tem febre moderada e uma história de sífilis, tuberculose, criptococose, sarcoidose ou cancro.
Punção lombar.


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