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Doenças dos nervos periféricos


O sistema nervoso periférico é composto por todos os nervos que estão fora do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fazem parte do sistema nervoso periférico os nervos cranianos que ligam o cérebro directamente à cabeça e à face, os que o ligam aos olhos e ao nariz e os nervos que ligam a medula espinhal com o resto do organismo.

O cérebro comunica com a maior parte do organismo através de 31 pares de nervos espinhais que saem da medula espinhal. Cada par de nervos espinhais consta de um nervo na face anterior da medula espinhal, que conduz a informação do cérebro aos músculos e de um nervo na sua face posterior, que leva a informação sensitiva ao cérebro. Os nervos espinhais estão ligados entre si e formam os chamados plexos, que existem no pescoço, nos ombros e na pelve; depois, dividem-se novamente para proporcionar os estímulos às partes mais distantes do corpo.

Os nervos periféricos são na realidade feixes de fibras nervosas com um diâmetro que oscila entre 0,4 mm (as mais finas) e 6 mm (as mais grossas). As fibras mais grossas conduzem as mensagens que estimulam os músculos (fibras nervosas motoras) e a sensibilidade táctil e de posição (fibras nervosas sensitivas). As fibras sensitivas mais finas conduzem a sensibilidade à dor e à temperatura e controlam as funções automáticas do organismo, como a frequência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura (sistema nervoso autónomo). As células de Schwann envolvem cada uma das fibras nervosas e formam múltiplas camadas de um isolante gordo, conhecido como bainha de mielina.

A disfunção dos nervos periféricos pode dever-se a lesões das fibras nervosas, do corpo da célula nervosa, das células de Schwann ou da bainha de mielina. Quando se produz uma lesão na bainha de mielina que provoca a perda desta substância (desmielinização), a condução dos impulsos é anormal (Ver secção 6, capítulo 68) No entanto, a bainha de mielina costuma regenerar-se com rapidez, o que permite o restabelecimento completo da função nervosa. Ao contrário da bainha de mielina, a reparação e o novo crescimento da célula nervosa lesionada produzem-se muito lentamente, ou inclusive não se verifica em absoluto. Por vezes, o crescimento pode ocorrer numa direcção errada, provocando conexões nervosas anormais. Por exemplo, um nervo pode ligar-se a um músculo equivocado, provocando contracção e espasticidade, ou, se se tratar do crescimento anormal de um nervo sensitivo, a pessoa não saberá reconhecer onde lhe tocam nem onde a dor tem origem.

Circuito cérebro-músculo

Os nervos estão ligados entre si e comunicam os seus sinais através da sinapse. O movimento de um músculo implica duas vias nervosas complexas: a via do nervo sensitivo até ao cérebro e a via do nervo motor até ao músculo. São 12 os passos básicos que constituem este circuito e que se indicam a seguir.
1. Os receptores dos nervos sensitivos na pele detectam as sensações e transmitem um sinal para o cérebro.
2.O sinal percorre o nervo sensitivo até à medula espinhal.
3. Uma sinapse na medula espinhal liga o nervo sensitivo a um nervo da medula espinhal.
4. O nervo cruza para o lado oposto da medula espinhal.
5. O sinal ascende pela medula espinhal.
6. Uma sinapse no tálamo liga a medula espinhal às fibras nervosas que levam o sinal até ao córtex sensorial.
7. O córtex sensorial regista o sinal e impulsiona o córtex motor a gerar um sinal de movimento.
8. O nervo que leva o sinal cruza para o outro lado na base do cérebro.
9. O sinal desce pela medula espinhal.
10. Uma sinapse liga a medula espinhal ao nervo motor.
11. O sinal segue ao longo do nervo motor.
12. O sinal alcança a extremidade da placa motora, onde estimula o movimento muscular.



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