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Doença dos plexos


Um plexo distribui os nervos de forma semelhante ao que faz uma caixa de ligações eléctricas que distribui os cabos para as diferentes partes de uma habitação. As lesões nervosas nos plexos principais, que são como as caixas de ligações do sistema nervoso, causam problemas nos braços ou nas pernas que dependem dos nervos afectados. Os plexos principais do corpo são: o plexo braquial, localizado no pescoço, que distribui os nervos para os braços, e o plexo lombossagrado, localizado na zona lombar (zona inferior das costas) e que distribui os nervos para a pelve e para as pernas.

Causas

Muitas vezes, a lesão de um plexo deve-se a que o organismo produz anticorpos que atacam os seus próprios tecidos (reacção auto-imune). Será provavelmente uma reacção auto-imune a responsável pela nevrite braquial aguda, uma disfunção repentina do plexo braquial. No entanto, as lesões do plexo são mais frequentes por causa de lesões físicas ou de um cancro. O plexo braquial pode ser afectado por um acidente que produza o estiramento ou o arrancamento parcial do braço ou por um trauma grave na axila; da mesma maneira, uma queda pode lesionar o plexo lombossagrado. O crescimento de um cancro na parte superior do pulmão pode invadir e destruir o plexo braquial, e um cancro do intestino, da bexiga urinária ou da próstata pode invadir o plexo lombossagrado.

Caixas de ligação nervosa = os plexos

Um plexo nervoso é uma rede de nervos entrecruzados semelhante a uma caixa de distribuição eléctrica numa casa. No tronco do corpo existem quatro plexos nervosos. O plexo cervical leva as ligações nervosas à cabeça, ao pescoço e ao ombro. O plexo braquial leva ao peito, ao ombro, ao braço, ao antebraço e à mão. O plexo lombar leva às costas, ao abdómen, à virilha, à coxa, ao joelho e à perna. O plexo sagrado leva à pelve, às nádegas, aos órgãos sexuais, à coxa, à perna e ao pé. Devido à interligação dos plexos lombar e sagrado, por vezes são designados como o plexo lombossagrado. Os nervos intercostais estão localizados entre as costelas.

 

Sintomas e diagnóstico

As perturbações do plexo braquial causam dor e debilidade no braço. A debilidade pode afectar só parte do braço (como o antebraço ou o bicípite) ou a totalidade do mesmo. Quando a causa é uma perturbação auto-imune, a debilidade do braço verifica-se no decurso de um dia a uma semana; a força recupera-se lentamente em alguns meses. A recuperação a partir de uma ferida tende também a ser lenta, ao longo de vários meses, embora algumas feridas graves possam causar uma debilidade permanente. A disfunção do plexo lombossagrado provoca dor na zona inferior das costas e na perna, assim como debilidade de parte da perna ou de toda ela. A debilidade pode estar limitada aos movimentos do pé ou da barriga da perna, ou pode provocar a paralisia total da perna. O grau de recuperação depende da causa. A lesão do plexo como consequência de uma doença auto-imune pode resolver-se de forma lenta no decurso de vários meses.

Conforme a combinação das perturbações motoras e sensitivas, o médico determina se existe um compromisso de um plexo e, pela sua localização, qual é o plexo afectado. Um electromiograma e os estudos de condução nervosa podem ajudar a localizar a lesão do plexo. (Ver secção 6, capítulo 60) O exame do plexo braquial ou lombossagrado mediante uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma ressonância magnética (RM) pode determinar se a perturbação do plexo se deve à presença de um cancro ou a outro tumor.

Tratamento

O tratamento depende da causa da perturbação do plexo. Um cancro localizado próximo do plexo pode tratar-se com radioterapia ou quimioterapia. No caso de um tumor ou de uma hemorragia estarem a lesar o plexo, pode ser necessária a sua extirpação cirúrgica. Por vezes, o médico prescreve corticosteróides quando se trata de uma nevrite braquial aguda ou de outras perturbações dos plexos em que a causa seja auto-imune, embora não se tenha demonstrado a sua eficácia. Quando a causa é uma lesão física, provavelmente só terá de se deixar passar o tempo.




Quando o pé está dormente
O pé «adormece» quando o nervo que o inerva está comprimido. A compressão interfere com o afluxo de sangue ao nervo e este emite sinais anormais (formigueiro), denominados parestesias. O movimento alivia a compressão e a irrigação sanguínea é reposta. Em consequência, a função nervosa recomeça e as parestesias desaparecem.


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